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A importância da alimentação na gestante. Cuidados para a futura gestação se já tem um filho com aut


Toda gestante deve buscar um estilo de vida saudável para otimizar a sua saúde e a do bebê. Um ganho adequado de peso, uma atividade física apropriada e o consumo de uma alimentação variada, equilibrada e segura sanitariamente são pontos importantes para otimizar a saúde durante a gestação.

Através de uma alimentação adequada, a gestante pode controlar seu ganho de peso para que não seja nem deficiente e nem excessivo. Além disso, a fonte de nutrientes que o bebê tem para garantir seu crescimento vem das reservas nutricionais da mãe e do que ela come na gravidez.

Gordura, sal e açúcar devem ser utilizados com muita moderação pela gestante; para isso, é importante estar atenta ao consumo de alimentos industrializados, embutidos, doces e bebidas açucaradas durante a gestação.

A gestante deve beber de 8 a 10 copos de água por dia para manter uma boa hidratação e ingerir alimentos fontes de fibras - frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais – para auxiliar no bom funcionamento do intestino, melhorando a constipação que é uma queixa bem comum das grávidas.

O consumo de algumas vitaminas e minerais pela gestante, merece uma atenção especial. As mulheres grávidas são encorajadas a começar a ingerir suplementação de ácido fólico na sua dieta ou através de suplementos vitamínicos para proteger seus bebês contra defeitos de nascimento do cérebro e da medula espinhal. Mas um novo estudo sugere que quantidades excessivas de ácido fólico (vitamina B9) e vitamina B12 no corpo de uma mãe pode aumentar o risco de um bebê de desenvolver transtorno do espectro do autismo. Os pesquisadores da Escola de medicina do Johns Hopkins em Saúde Pública, em Baltimore, questionam que deve se procurar a dose ideal para essa suplementação.No estudo, as mães que tinham níveis sanguíneos elevados de ácido fólico no momento do parto foram duas vezes mais propensas à teemr uma criança com autismo em comparação com mães com níveis de folato normais .Os pesquisadores também descobriram que as mães com níveis de B12 excessivas eram três vezes mais propensas a ter um filho com autismo. O risco foi maior entre as mães que tinham níveis excessivos de ambos ácido fólico e B12 - o risco foi mais de 17 vezes superior ao de uma mãe com níveis normais de ambos os nutrientes. No entanto, o estudo apenas encontrou uma associação e não podia provar que níveis elevados causou um aumento do risco de autismo .Os resultados do estudo foram apresentados no Encontro Internacional para a Pesquisa do Autismo, em Baltimore.

A gestante deve estar atenta ao consumo de ferro - um mineral presente nas carnes vermelhas, feijão, soja, alimentos fortificados (farinha) e folhas verde escuras -, pois uma ingestão inadequada deste mineral pode aumentar o risco de baixo peso do bebê no nascimento e anemia materna.

De acordo com a American Dietetic Association, o álcool e o cigarro devem ser evitados durante a gestação, pois podem favorecer o retardo do crescimento do bebê, alterações neurológicas do feto (álcool) e abortos espontâneos (cigarro).

Essa mesma associação junto com a American Diabetes Association preconizam que o uso dos adoçantes, sem exagero, é seguro durante a gestação e lactação. Entretanto, é recomendado o uso com cautela da sacarina e do ciclamato, visto que eles estão presentes em grande parte dos alimentos e bebidas light/diet. Outros adoçantes, como o aspartame, a sucralose e a stevia podem ser utilizados, mas sempre com moderação.

O consumo pela gestante de alimentos sanitariamente seguros, ou seja, bem lavados, higiênicos e sem nenhuma contaminação é muito importante. A ingestão de alimentos crus, mal lavados e contaminados pode causar doenças, tais como a toxoplasmose e a listeriose, que provocam graves problemas neurológicos no bebê. Desta forma, a gestante precisa saber da procedência e da qualidade higiênica dos alimentos antes de consumi-los e deve evitar a ingestão de alimentos crus (peixe cru, carpaccio, ostras, quibe cru, carnes em geral mal passadas, queijos não pasteurizados e leite cru), frutas com casca e saladas mal lavadas.

A gestação é uma excelente oportunidade para a mulher mudar os seus hábitos alimentares na busca de um estilo de vida mais saudável. A mulher bem nutrida e saudável tem mais chances de ter uma gravidez tranquila, um parto mais fácil, uma produção de leite em quantidade suficiente e pelo tempo necessário para o seu bebê. Além disso, o seu peso poderá voltar ao estado normal mais rapidamente.

Sabe-se hoje que o autismo é um transtorno de origem genética, apesar dos gens ainda não estarem completamente esclarecidos. Segundo os estudos atuais há inúmeros genes apontados como foco: 2q, 7f, 16p e 7q32 e outros. Gêmeos monozigóticos têm 90% de chance de compartilharem o distúrbio e os casais que têm um filho com o transtorno têm aproximadamente 3 a 5% de chance de terem outro filho com o mesmo distúrbio. Todas as pesquisas atuais têm demonstrado que em cima da predisposição gênica ocorrerão fatores agressivos externos que, atuando no período perinatal (pré e pós natal), levam ao desencadeamento do fenótipo autista. Dentre estes estressores têm sido apontados produtos químicos, xenobióticos, poluentes e metais. Se uma mulher deseja ter um segundo filho, costumo dar as seguintes orientações para que a carga de agentes extressores seja minimizada: -Abolir o fumo ( O cigarro possui mais de 4000 substâncias tóxicas) -Abolir o álcool -Retirar todas as obturações de amálgama antes de engravidar. -Se está grávida, restringir ao mínimo o trabalho dentário e não usar materiais com mercúrio ou flúor. -A nossa água é fluoretada e os complexos vitamínicos para gravidez já contèm flúor. Quanto a estes, não usar os que contenham flúor em excesso. -Abolir frutos do mar não seguros.( Peixes podem conter mercúrio e outros metais) -Evitar cosméticos com chumbo (Cuidado especial com os batons!) -Uso de alimentos orgânicos. -Abolir panelas de alumínio/papel alumínio/embalagens. -Abolir desodorantes com alumínio. -Usar suplementos de cálcio e omega 3 durante a gestação. -Usar complexos multivitamínicos recomendados por seu obstetra. -Não usar vacinas para gripe ou outras que contenham mercúrio a não ser se extramamente necessárias. -Não usar plásticos em microondas para aquecer alimentos. -Preferir água mineral. -Tratar problemas digestivos (gastrites, etc..) antes de engravidar -Candidíase recorrente? Tratar antes e com cuidado! Considerar o uso prévio de fator de transferência.( Fale com seu obstetra) -Não usar tintas de cabelo(contem chumbo) ou produtos químicos no cabelo durante a gestação. -Não usar acetaminofen (Thylenol) durante a gestação. (Altera o metabolismo dos sulfatos) -Cuidado com excesso de excitotoxinas na dieta (glutamato, nitritos, propionato, fenóis) -Evitar contato com produtos tóxicos ou de limpeza em contato direto com a pele ou por inalação. -Evitar exposição ocupacional aos químicos e poluentes. -Considerar fazer um mineralograma antes de engravidar e tratar as possíveis deficiências. -Evitar o stress.( Parece óbvio, mas sei que é difícil). Vi em algumas apresentações internacionais que alguns autores recomendam que as mães considerem o uso da dieta SGSC. Creio que se pode considerar diminuir a sensibilização ao glúten durante a gestação e da caseína durante a amamentação. De qualquer modo recomendo que faça teste IGE e IGG para gliadina, glúten, leite de vaca e caseína antes de engravidar para saber se você tem alguma alergia ou sensibilidade.

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