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Tudo sobre amamentação.


- A Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno exclusivo até 6 meses e simultaneamente com outros alimentos até 2 anos ou mais. O leite materno é completo. Ele contém cerca de 250 substâncias bioativas, além de vitaminas, proteínas, açúcares, gorduras e água. É um alimento pronto para servir a qualquer hora, adaptado para suprir todas as necessidades nutricionais do bebê, garantindo saúde em curto e longo prazo.

- Amamente seu bebê desde a primeira hora de vida até os 2 anos de idade, fazendo do seu leite o único alimento oferecido a ele até os 6 meses.

Posição correta: - Não existe regra, a melhor será aquela na qual a mãe e a criança estejam confortáveis. - O bebê faz uma sequência que, com o passar do tempo, fica cada vez mais eficiente: busca e apreensão – sucção – deglutição. - Como o bebê deve estar: - Olhando para a mama, com o nariz em frente ao bico e à aréola. - Com o corpo alinhado e bem próximo ao da mãe. - O lábio inferior do bebê deve estar voltado para fora e o queixo deve tocar a mama. - A parte de cima da aréola deve estar mais visível que a de baixo.

- Na impossibilidade do aleitamento materno, marque uma consulta para conversarmos melhor

- Com o passar do tempo, o bebê se torna mais eficiente no ato de mamar, ou seja, mama mais em um período mais curto de tempo.

O leite materno é produzido nos alvéolos, que são pequenas “sacolas” dentro da mama, de onde brota o leite. Os alvéolos se agrupam formando “cachos” envolvidos por tecido fibroso e adiposo da mama.

- Os ductos lactíferos transportam o leite até os seios lactíferos, na ponta da mama, onde ele fica armazenado até o bebê sugar.

- Ao mamar, o bebê deve abocanhar o máximo possível da aréola (parte escura da mama) para que, ao sugar, pressione os ductos lactíferos, facilitando a saída de leite pelo mamilo. Se ele pegar apenas o mamilo, não haverá saída adequada de leite.

- A produção de leite depende da produção de hormônios e do esvaziamento adequado do peito. Esse é o principal estímulo que faz com que mais leite seja produzido.

- O bebê deve mamar sem rigidez de horário, na hora e na quantidade que quiser.

- Deixe o bebê mamar até o momento em que ele soltar o peito. Para isso não há regra: cada criança tem o próprio ritmo.

- Quando o bebê estiver satisfeito, coloque-o sentado no colo, com o peito de frente para o seu, para que ele “arrote”.

- Lembre-se de que a composição do leite varia no decorrer da mesma mamada. Por isso é importante que o bebê esvazie a mama toda. Observe que:

- O leite inicial é mais claro, mais rico em água e proteínas.

- O leite final é branco e espesso, rico em gordura.

Após o sexto mês é uma fase em que algumas mães precisam voltar a trabalhar e o bebê ainda deve estar em aleitamento materno exclusivo. Para que isso ocorra, pode-se optar pela ordenha e pelo armazenamento do leite materno.

Como ordenhar

- Escolher um local tranquilo e limpo.

- Lavar bem as mãos.

- Retirar anéis e pulseiras.

- Prender os cabelos.

- Lavar as mamas apenas com água.

- Sentar-se confortavelmente próximo a uma mesa e longe de lixeiras e sanitários.

- Abrir um recipiente de vidro com tampa previamente fervido por 15 minutos.

- Desprezar os primeiros jatos em um pano limpo e aproximar o frasco da mama para armazenar o leite ordenhado.

- Massagear a mama em todos os sentidos com a palma das mãos.

- Iniciar a ordenha manual com movimentos ritmados de preensão da aréola com os dedos.

- Se a lactante sentir dor durante a ordenha, a técnica está incorreta.

- Não é necessário comprimir a mama toda.

- Após finalizar a coleta, fechar bem o recipiente e anotar a data.

Como armazenar

- Guardar na geladeira (prateleira superior) por até 12 horas, no congelador da geladeira por até 5 dias ou no freezer por até 15 dias.

Como utilizar

- Descongelamento lento: retirar o leite do congelador ou do freezer e deixá-lo na geladeira.

E parar de amamentar?

Não é novidade para ninguém o quão importante é o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Contudo durante o início da vida do bebê muitas mães, por motivos diversos, não conseguem manter a amamentação e tem que buscar alternativas para que a criança permaneça em pleno crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Recorrer ao banco de leite humano de sua cidade, utilizar as técnicas de relactação para estimular a produção do leite que escasseou, tirar leite com a bomba elétrica ou manual para oferecer ao bebê quando a mãe não estiver presente e lançar mão das fórmulas infantis feitas especialmente para crianças, são alternativas para as mães com dificuldades para amamentar.

Para mães que retornaram ao trabalho não há necessidade do desmame! Amamentar quando está em casa e oferecer fórmula infantil no copinho ou mamadeira quando fora de casa é uma ótima maneira de manter uma nutrição ainda mais completa e manter o vínculo entre mãe e o bebê.

Do leite materno para a fórmula infantil: quais as dificuldades encontradas?

Qualquer mudança requer adaptação. E as dificuldades encontradas são facilmente superadas se os pais tiverem paciência e perseverança.

Durante a transição do leite materno para o uso de fórmulas infantis o bebê pode ficar alguns dias sem evacuar, o que assusta muitos pais. Crianças em aleitamento materno exclusivo, ao serem introduzidas às fórmulas infantis mudam seu padrão intestinal, antes caracterizado por evacuações frequentes e fezes sem forma.

Progressivamente as fezes tornam-se mais firmes e a frequência de defecação diminui o que é normal e muito diferente de constipação.

A introdução da mamadeira também pode ser trabalhosa. Crianças amamentadas no peito aceitam melhor o copinho do que a mamadeira. Contudo, até que essa técnica esteja caminhando bem é necessário que os pais insistam pacientemente.

Outra dificuldade encontrada é a adaptação ao sabor. O leite materno tem um sabor característico e as fórmulas lácteas tendem a ser um pouco mais doces, mesmo não tendo adição de sacarose. Contudo, como a preferência pelo doce é inata nos bebês em pouco tempo haverá aceitação ao leite introduzido.

Leite de vaca: proibido para menores de 1 ano

O leite de vaca não deve ser consumido por crianças menores de 1 ano por diversos motivos: contem alto teor de proteínas, o que prejudica os rins dos bebês, tem alto potencial alergênico e não contém nutrientes importantes para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança.

Quando o aleitamento materno não for possível o leite humano deve ser substituído por fórmulas infantis, similares ao leite materno e especialmente desenvolvidas para crianças desta faixa etária.

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