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  • Dra Geórgia Fonseca

E você? O que te falta?


Uma vez uma amiga me disse que em alemão a palavra "sentir" também significa" faltar" ( fehlt). E depois que soube disso adquiri um hábito curioso. Mas este hábito trouxe sua carga de tristezas e amarguras, por ter me revelado realidades que antes eu ignorava, e a ignorância é o conforto dos inocentes. Porém o fato é que, ao descobrir a singularidade do sentido destas palavras, quando um doente se me apresenta e eu interrogo : "_ O que você sente?", lá no fundo meu coração e meu olhar perscruta o indivíduo ou o familiar e indaga : " _ O que te falta?".

Confesso que isso me trouxe uma bagagem de compreensão mas também uma carga de dores. Porque vejo que, o que as pessoas declaram como "sintoma" não é realmente o que eu vejo o que lhes "falta".

Fico então, pensando nos caminhos que a Medicina tem tomado. Ela tem subido aos píncaros onipotentes de um cientificismo extraordinário e ainda não conseguiu dar um pequeno passo em direção à alma humana e de separar a FORMA do CONTEÚDO. E vemos no mundo todas as ciências possuírem as suas filosofias, mas a medicina não tem nenhuma. A medicina não tem mais alma.

O sintoma é um companheiro para nos ajudar a descobrirmos o que nos "falta". E o aprendizado e a conscientização que advém da doença em nós ou em um ente querido nos dará a oportunidade de compreender " o que nos falta". O sintoma é um sinal transmissor de informação. Ele nos informa que nos está faltando alguma coisa, mas ele não é a doença em si mesma. A "cura real" só acontece quando incorporarmos o que nos falta!

A Medicina atual é tão espantosamente competente no âmbito material e tão falha na única esfera em que a cura é realmente possível!

E você? O que te falta?

Dra Geórgia Fonseca

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